Por força das circunstâncias, quando almoço durante a semana, faço-o muitas vezes sozinho. Há já alguns anos que é assim. Por conseguinte, adquiri um vício, não sei se saudável, de ler sempre o jornal enquanto como. Se já sei se o restaurante tem o jornal do dia, tudo bem. Se não tem, se está a maior parte do tempo ocupado, tenho que o comprar antes de lá entrar. Pode ser desportivo ou generalista, tenho é que ter um jornal.Pois bem, ontem não foi excepção e em Castelo Branco, no restaurante do meu amigo João, que no dia anterior ao jantar me havia, juntamente com outro amigo de longa data das vendas, presenteado com um fantástico fondue (e eu que até nem sei grande adepto desta modalidade, fiquei a abarrotar), sentei-me e peguei no Correio da Manhã. O jornal abre, como é habitual neste pasquim, com os "fait-divers" do dia anterior: roubos, acidentes, car-jackings, sentenças e julgamentos e outros crimes. Já não é fácil, infelizmente, alguma destas notícias me provocar alguma atenção em especial, mas eis que há uma que, de relance, me chama a atenção por causa do nome da vítima, "Pimenta". Na página 14, olho para a foto do local do crime, vejo sangue no chão de uma estrada e leio a legenda que pelo seu conteúdo, me faz olhar com atenção para a fotografia, tipo passe, da vítima e, em dois segundos, levo um murro no estômago que me roubou o apetite para a restante refeição. A vítima era de Castelo Branco, onde eu estava, e era meu cliente, um cliente, acreditem ou não, com quem tinha mesmo que falar durante esse dia (de manhã ainda não o tinha feito por falta de tempo, apesar de me ter lembrado várias vezes). É verdade.No dia anterior, durante o longo e já referido jantar, o João tinha-me falado de um crime violento em Castelo Branco. Ouvi onde tinha ocorrido, mas não prestei grande atenção. Mas saber pelo jornal a morte de alguém que conhecemos e de quem já tínhamos pensado nesse dia, bem, é mais uma sensação muito má que fiquei a conhecer. Segundo o jornal, o meu cliente tinha posto o vizinho em tribunal porque acusava-o de este o lhe ter morto o cão à paulada. Esse animal, não o cão, o vizinho do Sr. Pimenta, um ex-polícia, não gostou de receber a intimação judicial e já no dia anterior, segundo testemunhas, já tinha esperado pelo vizinho para um "ajuste de contas". Não se cruzou com o sr. Pimenta nesse dia e esperou pela manhã do dia seguinte. Já no carro, à saída para o trabalho, leva dois tiros do "animal". Consegue fugir 30 metros, mas os quatro ou cinco disparos seguintes são-lhe fatais.Começo a imaginar a cena, a cara do sr. Pimenta, o sofrimento, o seu último suspiro. Muito mau.Segundo relatos de vizinhos, as quezílias entre os dois eram antigas, mas uma morte assim, dá mesmo que pensar, mesmo que antes tenha lido na diagonal, o assassínio de um padeiro que morreu à facada defendendo os pertences do seu patrão.Segundo o trabalho jornalístico, o Sr. Pimenta, profissional e dedicado empresário com quem falava, pelo menos, uma vez por mês, usava capachinho (que eu sempre desconfiei) e era homosexual (coisa que nunca me passou pela cabeça). O assassíno, ao que parece, também não gostava desta sua característica.(Um aparte: Todos nós teremos alguns segredos que só se saberão após a nossa própria morte?)Magoou-me o desaparecimento do sr. Pimenta e o modo como ocorreu e como soube da notícia leva-me a pensar que afinal existem crimes que vêm no jornal que não são "apenas mais um".A consternação nos colaboradores da sua empresa era brutal pela morte dom seu sócio gerente e a eles me junto em sua homenagem.
Deambulatório do Mika
A definição certa para um espaço onde passeio, umas vezes certo, outras vezes errado, outras ainda, desorientado, mas nunca desnorteado e sempre consciencializado de que sou mais um.
sábado, 29 de outubro de 2011
Actualidades
Alguns temas da actualidade,
Coelho, planos de austeridade e Orçamentos
Era impossível avançar para qualquer tentativa de anáilise seja do que seja e ignorar o actual panorama político-social do país. O que me impressiona neste primeiro-ministro é um aspecto basilar de todo meu pensamento que se segue. É que o homem ainda não fez absolutamente nada do que prometeu em campanha eleitoral e isto diz muito acerca do carácter de um indivíduo. Assumir uma conduta de vida, saber dialogar nos bons e maus momentos e não esconder-se seja no que fôr, constituem características de todos os que se dizem meus amigos. E o Passos Coelho não é meu amigo. Também não votei nele, por isso não me sinto desiludido. Agora, revoltado talvez. Não mais não seja pelas insónias que o artista anda a provocar no meu pai que se vai ver, de um dia para outro, reduzido em duas mensalidasdes de pensões para as quais descontou quarenta anos!!! Os tempos não estão fáceis e admito e condeno o despesimo do Sócrates. Agora não tenho dúvidas que o país não estava preparado para os milhões gastos na reconversão das escolas, para os "Magalhães" dos quais já ninguém fala, para as parcerias público-privadas que ao fim ao cabo apenas redondam numa despesa para o Estado e para a permissividade perante a gestão ruinosa de praticamente todas as empresas com o cunho público, desde CP, Refer, Metro Porto, Metro Isboa, Estradas de Portugal, Carris e STCP. O que eu não admito é que a hipocrisia pura tenha tomado conta de todos os que dizem que a "culpa é do Sócrates". É um dos culpados, tem responsabilidades sim senhor, mas o que dizer daquela barra de inteligência que é Santana Lopes, que em apenas um ano, a única coisa que fez foi gastar sem olhar a meios com um minitro das Finanças, Bagão Félix, que já deixa um défice orçamental de quase 6%. Outras cabeças brilhantes que hoje surgem como ilustres comentadores, tais como Eduardo Catroga ou Braga de Macedo conseguiram durante os seus mandatos défices de 5% e 7,5%, respectivamente. E esse gestor fantástico que é Paulo Portas que julgou fundamental, dada a "dimensão histórica do país" (as palavras são dele), comprar dois submarinos que metiam água e só podem atracar em Lisboa. E o Durão, o nosso "cherne", que depois de anunciar que o país estava de "tanga", à mínima hipótese de nos abandonar para ganhar muito mais sem ter que nos aturar, se pôs ao fresco. Deus escreve direito por linhas tortas e hoje é uma autêntica marioneta, sem vida, usado de quando em vez pelos gestores europeus de nome Merkl e Sarkozy. E o nosso "Silva", que se borra e se curva todo com os disparates do boçal Alberto João, que só fala através das redes socias (os tipos do "Portugalex", programa de humor de rádio, fartam-se de gozar com esta faceta), diz muito pouca coisa com conteúdo e que adora recordar "eu já havia dito e alertado", "afinal eu tinha razão"? Relembro-vos que o homem é economista de formação e não dispõe de uma ideia que seja para o país!Meus amigos, nunca vi grande diferença entre o PS e PSD e julgo que salvo poucas excepções esse "Bloco Central" é um manancial de incompetentes e sorvedores do Estado. Políticos maus, antigos maus estudantes, com cursos essencialmente tirados em universidades privadas, mas óptimos coladores de cartazes e tocadores de bombo durante o "estágio" tirado nas juventudes.Quem paga é o povo, a Função Pública leva por tabela porque é mais fácil, os privados trabalham mais, porque também agrada a um patronato que despede quando quer e as grandes fortunas ficam uma vez mais por taxar, num país onde a banca usa e abusa, com a complacência estatal de um país com o pior Presidente da Repúbica pós-25 de Abril.E tanto ficou por dizer...
Khadafi morre às maõs da NatoPois é. O histórico líder da Líbia com mais de quarenta anos de poder morre a mando dos salvadores do mundo, deixando desta forma um território completamente aberto ao saque das multinacionais petrolíferas. Ditador de profissão, mãos ensaguentadas de milhares de desaparecidos, Khadafi acaba por ter um fim que ninguém adivinharia há no início do ano. A "Primavera Árabe" que começa no Egipto, que segue para a Tunísia, que abana o Bahrein, Síria e até deixa rasto nos improváveis Turquemenistão e no Uzbequistão, deita por terra uma personalidade que nos últimos tempos vinha-se aproximando cada vez mais ao Ocidente. Não lhe foi sufiuciente e se cá fora a imagem terrorista do homem até estava a desvanecer, dentro do seu território havia muitos que não se esqueciam dos anos e anos de terror e medo. Seguem-se outros ditadores, neste caso os EUA, ladeados pelas nações amigas, França e Inglaterra, que não terão problemas em orientar o CNT (Conselho Nacional de Transição) e ensiná-los como se deve assinar acordos comerciais.
Coelho, planos de austeridade e Orçamentos
Era impossível avançar para qualquer tentativa de anáilise seja do que seja e ignorar o actual panorama político-social do país. O que me impressiona neste primeiro-ministro é um aspecto basilar de todo meu pensamento que se segue. É que o homem ainda não fez absolutamente nada do que prometeu em campanha eleitoral e isto diz muito acerca do carácter de um indivíduo. Assumir uma conduta de vida, saber dialogar nos bons e maus momentos e não esconder-se seja no que fôr, constituem características de todos os que se dizem meus amigos. E o Passos Coelho não é meu amigo. Também não votei nele, por isso não me sinto desiludido. Agora, revoltado talvez. Não mais não seja pelas insónias que o artista anda a provocar no meu pai que se vai ver, de um dia para outro, reduzido em duas mensalidasdes de pensões para as quais descontou quarenta anos!!! Os tempos não estão fáceis e admito e condeno o despesimo do Sócrates. Agora não tenho dúvidas que o país não estava preparado para os milhões gastos na reconversão das escolas, para os "Magalhães" dos quais já ninguém fala, para as parcerias público-privadas que ao fim ao cabo apenas redondam numa despesa para o Estado e para a permissividade perante a gestão ruinosa de praticamente todas as empresas com o cunho público, desde CP, Refer, Metro Porto, Metro Isboa, Estradas de Portugal, Carris e STCP. O que eu não admito é que a hipocrisia pura tenha tomado conta de todos os que dizem que a "culpa é do Sócrates". É um dos culpados, tem responsabilidades sim senhor, mas o que dizer daquela barra de inteligência que é Santana Lopes, que em apenas um ano, a única coisa que fez foi gastar sem olhar a meios com um minitro das Finanças, Bagão Félix, que já deixa um défice orçamental de quase 6%. Outras cabeças brilhantes que hoje surgem como ilustres comentadores, tais como Eduardo Catroga ou Braga de Macedo conseguiram durante os seus mandatos défices de 5% e 7,5%, respectivamente. E esse gestor fantástico que é Paulo Portas que julgou fundamental, dada a "dimensão histórica do país" (as palavras são dele), comprar dois submarinos que metiam água e só podem atracar em Lisboa. E o Durão, o nosso "cherne", que depois de anunciar que o país estava de "tanga", à mínima hipótese de nos abandonar para ganhar muito mais sem ter que nos aturar, se pôs ao fresco. Deus escreve direito por linhas tortas e hoje é uma autêntica marioneta, sem vida, usado de quando em vez pelos gestores europeus de nome Merkl e Sarkozy. E o nosso "Silva", que se borra e se curva todo com os disparates do boçal Alberto João, que só fala através das redes socias (os tipos do "Portugalex", programa de humor de rádio, fartam-se de gozar com esta faceta), diz muito pouca coisa com conteúdo e que adora recordar "eu já havia dito e alertado", "afinal eu tinha razão"? Relembro-vos que o homem é economista de formação e não dispõe de uma ideia que seja para o país!Meus amigos, nunca vi grande diferença entre o PS e PSD e julgo que salvo poucas excepções esse "Bloco Central" é um manancial de incompetentes e sorvedores do Estado. Políticos maus, antigos maus estudantes, com cursos essencialmente tirados em universidades privadas, mas óptimos coladores de cartazes e tocadores de bombo durante o "estágio" tirado nas juventudes.Quem paga é o povo, a Função Pública leva por tabela porque é mais fácil, os privados trabalham mais, porque também agrada a um patronato que despede quando quer e as grandes fortunas ficam uma vez mais por taxar, num país onde a banca usa e abusa, com a complacência estatal de um país com o pior Presidente da Repúbica pós-25 de Abril.E tanto ficou por dizer...
Khadafi morre às maõs da NatoPois é. O histórico líder da Líbia com mais de quarenta anos de poder morre a mando dos salvadores do mundo, deixando desta forma um território completamente aberto ao saque das multinacionais petrolíferas. Ditador de profissão, mãos ensaguentadas de milhares de desaparecidos, Khadafi acaba por ter um fim que ninguém adivinharia há no início do ano. A "Primavera Árabe" que começa no Egipto, que segue para a Tunísia, que abana o Bahrein, Síria e até deixa rasto nos improváveis Turquemenistão e no Uzbequistão, deita por terra uma personalidade que nos últimos tempos vinha-se aproximando cada vez mais ao Ocidente. Não lhe foi sufiuciente e se cá fora a imagem terrorista do homem até estava a desvanecer, dentro do seu território havia muitos que não se esqueciam dos anos e anos de terror e medo. Seguem-se outros ditadores, neste caso os EUA, ladeados pelas nações amigas, França e Inglaterra, que não terão problemas em orientar o CNT (Conselho Nacional de Transição) e ensiná-los como se deve assinar acordos comerciais.
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